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Batman em Quixadá - Parte 6
Por: Tenório
NORTHWINDPRO - seu caminho para os 238
Tudo azul. Coloquei no caudal para a tirada final.
Contemplei o pôr
do sol à minha esquerda. Belo. Lindo. Maravilhoso. Segurava a cabeça com as
duas mãos. Cotovelos colados ao corpo para diminuir o arrasto. Freios soltos.
Estava totalmente liso.
Foram tranqüilamente vinte minutos na reta,
apenas tentando buscar o melhor alinhamento. Tinha a visão de pelo menos
40km da estrada. Nada. Ninguém, exceto meu resgate, que fazia decolar larga
poeira atrás de si. Deixava um rastro bonito. A poeira subia alto,
demonstrando que se deslocava em alta velocidade.
Devido minha deriva,
voava sempre de frente para a estrada. 60km/h. Abaixo de 1000m perdi contato
com a rampa. Exatamente quando o Landim pedia para eu passar alguma coisa
para o resgate. Fiquei sem saber, na hora.
Próximo ao pouso, comecei a me
posicionar para curvar à direita e pousar na estrada. Havia postes com fiação
elétrica do lado direito, e o regate vinha queimando o chão muito próximo a
mim, atrás.
Não precisava entrar de cauda no chão, como o Fleury. Era meu
recorde pessoal, mas 200m a mais ou a menos não faria a menor diferença.
Minha velocidade permanecia 60km/h. Sabia que faria um pouso
tranqüilo.
Pouso tranqüilo em Quixadá = pousar onde se quer, andando
levemente para frente, na pior das hipóteses, parado.
Não podia “girar
base” muito baixo. Estava com medo de ser atropelado pela viatura do resgate.
Precisava de cinco metros a mais como segurança para jogar na caatinga, se
não parasse. Comecei a curvar. A poeira passou a viatura. “Beleza, está
freando”.
Posicionei-me à frente da viatura e pousei.
Eu ia
descrever como foi o toque no solo, suave, mas achei que ia ficar muito
abichalhado. Cortei essa parte.
Chequei o relógio, 17:58h, agradeci à
galera do resgate, e me desconectei.
Tentei medir a distância. Vi que
havia passado de 235. Fantástico.
Pedi licença à galera, pois não vôo com
o kit Power Long Mijator Tabajara, e fui dar uma aliviada. Não acreditei na
quantidade. Aquelas plantas nunca devem ter visto tanto líquido na vida.
Possivelmente tenham até morrido afogadas.
T.
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